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TOPONÍMIA OU NOMES DE LUGAR

Maria Cândida Trindade Costa de Seabra
Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais

Caracteriza-se a Toponímia como a área de estudo que investiga o léxico toponímico ou a motivação e a origem dos nomes próprios de lugar.

Considerada como um importante meio de investigação linguística, uma vez que se constitui de reminiscências de um passado muitas vezes esquecido, a pesquisa onomástica toponímica mostra-se singular para um estudo cultural, sobretudo se relacionado à história, à língua e ao ambiente.

É uma área que tem recebido, ao longo da história da linguística, diversos enfoques, todos voltados para a cultura, já que seu objeto de estudo, o topônimo, costuma estar onerado de uma profunda carga significativa o que possibilita ao estudioso o resgate linguístico, histórico e social do nome.  

Além de evidenciar marcas da história social (formação étnica, processos migratórios, sistema de povoamento de uma região administrativa), os nomes de lugar perpetuam características do ambiente físico (vegetação, hidrografia, geomorfologia, fauna...) de uma região, pois retrata a visão do denominador em tempo e espaço determinados. 

Verdadeiros testemunhos históricos de fatos e ocorrências registrados nos mais diversos momentos da vida de uma população encerram em si um valor que transcende ao próprio ato da nomeação: se a Toponímia situa-se como a crônica de um povo, gravando o presente para o conhecimento das gerações futuras, o topônimo é o instrumento dessa projeção temporal.[1]

Ao desenvolver esta pesquisa sobre a Toponímia dos municípios mineiros criados nos séculos XVIII, XIX e nas duas primeiras décadas do século XX, consideramos importante observar a cultura, a história e fatos que motivaram a variação e a mudança dos nomes, já que a toponímia, conjugada com a história, indica ou precisa os movimentos antigos dos povos, as migrações, as áreas de colonização, as regiões onde tal ou tal grupo linguístico deixou seus traços.[2]

Sobrevivendo por anos e até séculos, conservando a história de um tempo passado, codificada em um símbolo da língua, os nomes de lugar costumam sofrer transformações – como o caso de Diamantina, antigo Tijuco; outras vezes, permanecem intactos, só com pequenas alterações fonéticas como Baependi ou, ainda, são reduzidos como São Domingos do Araxá, hoje Araxá.

Julgamos oportuna e pertinente a afirmação de que “o nome de lugar exerce o papel de uma verdadeira crônica”. De fato, os nomes de lugar guardam informações importantes da história e cultura dos povos, sendo, por isso, considerados como um patrimônio cultural, ou um patrimônio linguístico-cultural de uma sociedade.

Acreditamos que a Toponímia tem um compromisso com a cultura como voz, ferramenta e fundamento da experiência humana, transmitindo informações e refletindo a história dos povos. 

Abaixo seguem todos verbetes da toponímia dos municípios do Album Chorographico Municipal do Estado de Minas Geraes. Ao se clicar sobre o nome de um município no índice de 1927, neste site, é possível se acessar também o verbete da toponímia daquela localidade específica.

A 

Abaeté – Etnotopônimo[1] • Do tupi auae’té, possui dois significados: 1. Homem bom, verdadeiro, legítimo; 2. Gente feia, horrenda, de aspecto repulsivo. • Nome dado aos índios que habitavam a região onde hoje se localiza o município de Abaeté e, também, na parte alta da Bacia do São Francisco, dizimados em fins do século XVIII. • Topônimo adotado em 1877 (Lei 2416, de 5/11/1877). Antes dessa data, teve as denominações: Marmelada, Arraial Novo da Marmelada, Nossa Senhora do Patrocínio do Marmelada, Dores do Marmelada.

 Abbadia do Bom Successo – Hierotopônimo[2] •A construção da capela dedicada a N. Srª da Abadia, concluída em 1842, é o início do arraial e depois distrito de Nossa Senhora da Abadia do Bom Sucesso. A lei Nº 556, de 30 de agosto de 1911, criou o município, Abadia do Bom Sucesso. Essa denominação foi mudada para Tupaciguara, pela lei Nº 843, de 7 de setembro de 1923. • "Tupaciguara" é um termo de origem tupi que significa "terra da mãe de Deus", através da junção dos termos tupã ("Deus"), sy ("mãe") e kûara ("terra").

 Abre Campo – Dimensiotopônimo[3] • O povoado de Abre Campo origina-se por ocasião da fundação do presídio de Abre Campo, em 1734, pelo português Matias Barbosa da Silva, presídio este que teve vida efêmera. Posteriormente, o povoado foi denominado “Arraial de Santana”. • O município de Abre Campo foi criado com a Lei N° 3712, de 27 de Julho de 1889, compreendendo a paróquia de Abre Campo como sede, com categoria de vila. A Lei N° 23 de 24 de Maio de 1892 elevou à categoria de cidade todas as vilas sedes de comarcas, entre elas, Abre Campo.

 Águas Virtuosas – Hidrotopônimo[4] • No início do século XIV, já acreditando nos valores medicinais das águas da antiga fazenda “Trás da Serra”, a Câmara de Campanha compra parte dessa terra que passou a ser conhecida como “Água Virtuosa”. Em decorrência dos valores medicinais dessas “águas santas”, criou-se o povoado que foi distrito de Campanha até 1901, quando é fundado o município, com o nome de Águas Virtuosas, mais tarde, Lambari. • Lambari é o nome comum dado a diversas espécies de peixes da família dos caracídeos. O étimo de lambari é controvertido.

 Além Parayba – Cardinotopônimo[5] • Termo híbrido (português + tupi ‘parayba’) • Criada por decreto da Regência, de 14 de julho de 1832, subordinada à diocese do Rio de Janeiro, a freguesia de São José d’Além-Paraíba foi, por decreto pontifício de 16 de julho de 1897, transferida para o bispado de Mariana. O município foi criado pela lei Nº 2678, de 30 de novembro de 1880. São José de Além-Paraíba foi elevado à categoria de cidade, com a Lei Nº 3100, de 28 de setembro de 1883. A atual denominação de Além Paraíba data de 1923 (Lei 843, de 7/9/1923) • O termo de origem tupi “Paraíba” pode ser entendido como “rio das águas rasas”.

 Alfenas – Antropotopônimo[6] • O nome deste município remete à família “Alfena”. “Os Alfenas” edificaram a capela, ao redor da qual se formou o povoado que, por ato da Regência, de 14 de julho de 1832, criou-se a freguesia, com o título de São José de Alfenas. Com o crescimento do povoado, a freguesia foi elevada a Vila, com a denominação de Vila Formosa. Em 15 de outubro de 1869, com a lei Nº 1611, a vila foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Formosa de Alfenas. Em 7 de julho de 1871, a Câmara Municipal solicitou ao governo alteração no nome da cidade para, simplesmente, Alfenas, alegando estar acontecendo muitos extravios de correspondências, “até de ordens importantes, para a Vila Formosa de Goiás” (Cód. 1107, A.P.M.). Pela lei Nº 1791, de 23 de setembro de 1871, o pedido foi atendido: “Fica a cidade de Formosa de Alfenas simplesmente denominada cidade de Alfenas.”

 Alto Rio Doce – Dimensiotopônimo[7] • A doação, pelo Alferes José Álvares Maciel e sua mulher Vicência Maria de Oliveira, de um patrimônio para uma capela dedicada a São José dá início ao arraial São José do Xopotó, na segunda metade do século XVIII. Por decreto-lei de Nº 26, de 7 de março de 1890, São José do Xopotó foi elevado à vila, com a criação do município “Alto Rio Doce”. • Xopotó, segundo Teodoro Sampaio, é um dos raros vestígios de nomes tapuias em Minas, remetendo a uma tribo indígena que habitava esse território.

 Alvinopolis – Poliotopônimo[8] • Essa cidade tem sua origem com Paulo Moreira da Silva, paulista, que entre 1696 a 1697 descobriu, junto com outros sertanistas, ouro nas proximidades da região. A História relata que, depois de enfrentar os índios, ele fundou uma povoação com seu nome, “Paulo Moreira”. Na fazenda desse sertanista, foi erigida uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Passando a capela a freguesia, essa foi denominada “Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira”. Posteriormente, elevada à categoria de vila e constituída em município, o nome foi alterado, em 1891, para Alvinópolis. • O topônimo “Alvinópolis” (cidade de Alvim) é uma homenagem a José Cesário de Faria Alvim, primeiro “Presidente do Estado de  Minas Gerais” após a Proclamação da República. Alvim duas vezes governou Minas: 1º mandato – 25/11/1889 a 10/02/1890, designado pelo marechal Deodoro da Fonseca; 2º mandato – 18/06/1891 a 09/02/1892, período em que exerceu o cargo de “Presidente Constitucional do Estado”. No período entre esses dois mandatos, foi Ministro do Interior e, nessa época, responsável pela assinatura do decreto de emancipação da vila. O decreto Nº 365, de 5 de fevereiro de 1891, determinou: “fica elevada à categoria de vila e constituída em município, com a denominação de vila Alvinópolis, a freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira, desmembrada do município de Mariana”. • José Cesário de Faria Alvim, ao assumir seu primeiro mandato, foi, também, responsável pela mudança do nome de São José del-Rei para Tiradentes.

 Antonio Dias – Antropotopônimo[9] • Antônio Dias de Oliveira, natural de Taubaté, São Paulo, após fazer os primeiros descobrimentos de ouro nos ribeiros de Ouro Preto, dirigiu-se a São Paulo e, voltando, encontrou em seu descoberto um grande número de mineiros. Abandonou as suas lavras nessa região e foi minerar no rio Piracicaba, onde erigiu em 1706 um arraial conhecido por “Antônio Dias Abaixo”. • A redução do nome para “Antônio Dias” data de 1918 (Lei 716, de 16/9/1918).

 Araguary – Zootopônimo[10] • Araguari, araguaí, palavra de étimo tupi, significa: “papagaio pequeno”. Dá nome a uma espécie de arara pequena de cor verde de cauda longa ou jandaia e, também, a um tipo de arraia. • O topônimo “Araguari” foi adotado em 1888 (Lei 3591, de 28/8/1888), substituindo a denominação anterior “Brejo Alegre”.

 Arassuahy – Hidrotopônimo[11] • Este município tem sua origem ligada à antiga comarca do Serro Frio e a Minas Novas. Na fazenda Boa Vista da Barra do Calhau, topônimo motivado pela paisagem local, nasce o pequeno povoado conhecido como Calhau – palavra que se origina do francês “caillou”[12], cujo significado é “fragmento de rocha dura”, “pedra solta”, “seixo”. Em 1850, o povoado de Calhau é elevado à paróquia e, em 1857, pela lei Nº 803, de 3 de julho de 1857 essa paróquia é elevada à vila com o nome de Araçuaí – termo tupi que significa “rio do tempo encoberto, do chapéu”[13]. Em1885, a lei nº 3326, de 5 de outubro, mudou a denominação de Araçuaí para Calhau; dois anos depois retorna a denominação de Araçuaí, pela lei Nº 3485, de 4 de outubro de 1887.

Araxá – Geomorfotopônimo[14]/ Etnotopônimo[15] • Nome de origem tupi/guarani (ara+exá), cujo significado é  “vista do dia”, “terreno elevado e plano, planalto”. Por extensão, nomeia os índios “araxás”, ramo dos cataguás – grupo indígena que foi muito perseguido pela bandeira de Lourenço Castanho Taques, extinguindo-se desde então. Esses índios habitaram o Oeste de Minas, dominando vasta área até o Triângulo Mineiro. • Denominação anterior: “São Domingos do Araxá”.

 Arceburgo – Poliotopônimo[16] • Com a edificação de uma capela em honra a São João Batista, em um terreno doado pelo casal proprietário da Fazenda Fortaleza, surge o distrito de São João da Fortaleza, em 1901. Posteriormente, em 1911, com a criação do município, o nome “São João da Fortaleza” é alterado para Arceburgo (Lei 556, de 30/08/1911). • Sobre a origem do nome, “Arceburgo” é formado pelo prefixo grego “arqui- (arce-)” que indica “superioridade” e pelo substantivo de origem germânica “burgo”, cujo significado remete a “cidade pequena, forte; fortaleza”. Arceburgo significa “cidade que comanda”, “cidade que está na frente”, “cidade que tem poder de ação”.

 Areado – Litotopônimo[17] • A povoação de Areado teve início em 1823, a partir da doação de uma área de 500 hectares feita por Antônio dos Reis Rosa e João Marques de Araújo. Nesse mesmo ano foi construída uma capela dedicada a São Sebastião. Em 1911, o povoado São Sebastião do Areado foi elevado à vila, com o nome de Vila Gomes, desmembrada de Alfenas. Em 1919, voltou a se chamar Areado. • Areado significa lugar de terreno arenoso, local que tem muita areia.

 Aymorés – Etnotopônimo[18]/ Zootopônimo[19] • A ocupação da região onde hoje se situa o município de Aimorés teve início em 1856 com a chegada dos primeiros posseiros no município de Manhuaçu. Margeando esse rio, os primeiros povoadores desceram até a confluência com o rio Doce, estabelecendo-se como produtores rurais. Por volta de 1870, com o propósito de implantar o progresso por meio da agricultura e da pecuária, chegaram novos desbravadores, entre eles, Paulo Martins dos Santos. Nessa época a região ficou conhecida como “Natividade”. Elevado à sede distrital, em 1911, o topônimo foi alterado para “Barra do Manhuaçu”. Em 1915, adota-se o nome “Aimorés” (Lei 663, de 18/9/1915), em homenagem aos antigos habitantes da terra, os indígenas de origem tapuia. • A origem do termo “aimoré” é discutida, podendo advir de: 1. “guaymuré”, cujo significado é “gente de nação diferente”; 2. “amoré”, em referência a diversos peixes de água doce, da família dos gobiídeos.

Ayuruoca – Ecotopônimo[20] • “Iuruoca, Juruoca, Jeruoca, Ieruoca, Ioruoca, Ajuruoca” são as diversas denominações dadas à região do sul de Minas onde hoje se localiza o município de Aiuruoca. A adoção do nome “aiuruoca” remete à criação da freguesia, criada por ato episcopal em 1718. Em 1834, com a emancipação do município, esse nome se mantém. • Sobre o significado do termo, “aiuruoca”, de provável origem tupi, há mais de uma interpretação: 1. “casa de papagaios”; 2. “lugar onde há muitos papagaios”. Sampaio (1987, p.272), aponta o termo tupi ajurú-oca como “o refúgio ou esconderijo dos papagaios.” 

B 

Baependy – Geomorfotopônimo[21] • Esse topônimo, referente ao município situado no sul de Minas, teve como denominações anteriores as variantes “Mapendi, Maipendi, Mbaipendi”. Ao ser instituída freguesia em 1723, o povoado adotou o nome “Baependi”. • Sobre a significação desse termo tupi, discorre Sampaio (1987, p. 203), “baependy, antigamente maependi; mbaé-pindi, que se traduz o limpo, a clareira, a aberta.”

Bambuhy – Hidrotopônimo[22] • A origem de Bambuí data de 1720, quando o capitão João Veloso de Carvalho se estabelece na região. Nos anos seguintes, várias sesmeiros se fixam no local e, logo depois, abandonam suas terras, invadidas por negros quilombolas e índios. Em 1743, os sesmeiros começam a voltar à região, juntamente com outros novos. Em 1768 estava formado o povoado e instituída a freguesia de Santana do Bambuí. • A adoção do nome “Bambuí” data de 1886. Sua origem é controvertida: 1. a maioria acredita que seja indígena, tupi, composto por “huambu” (nome comum a diversas plantas das famílias das anacardiáceas e das fitolacáceas) e “y” (rio); 2. outros que o nome se deve aos negros que viviam na região, uma vez que há uma cidade com esse nome em Camarões, na África.

Barbacena – Corotopônimo[23] • Criado em 1791 (Ato de 14/8/1791), esse município recebeu anteriormente as denominações: Vila de Barbacena; Campolide, Igreja Nova, Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo. O nome Barbacena figura denominando o município a partir de 1791, quando foi criada a “Vila de Barbacena”, pelo Visconde de Barbacena, D. Luís Antônio Furtado de Mendonça, então governador e capitão-general da capitania, que deu à vila o seu próprio título (originalmente, de Barbacena, região do Alentejo, em Portugal). • O topônimo “Campolide”[24] remete, também, a uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa.

Bello Horizonte – Animotopônimo[25] • A adoção do nome “Belo Horizonte” é registrada em dois períodos: 1. antes da emancipação do município, no período de 1890-1897, quando foi mudada a denominação de Curral del-Rei para Belo Horizonte, “conforme foi requerido pelos habitantes da mesma freguesia”; 2. em 1901 (Lei 302, de 11/7/1901). • De 12 de dezembro de 1897, ao ser inaugurada a nova capital do estado de Minas Gerais, a 1º de julho de 1901, Belo Horizonte chamou-se “Cidade de Minas”. A lei Nº 302, de 1º de julho de 1901, mudou a denominação da “Cidade de Minas” para “Belo Horizonte”.

 Boa Esperança – Animotopônimo[26] • O município surge com a vinda dos primeiros faiscadores em busca de ouro, em local próximo à Serra da Boa Esperança. • Antes de receber o nome atual, o município obteve as denominações: Pântano, Nossa Senhora das Dores do Pântano, Dores do Pântano das Lavras do Funil, Dores da Boa Esperança.

Bocayuva –  Fitotopônimo[27]/ Antropotopônimo[28]  • Origem tupi • Antes de 1890, esse município recebeu outras denominações: Senhor do Bonfim de Montes Claros, Jequitaí, Vila Nova de Jequitaí. • Sobre a motivação do nome, há duas versões: 1. a palmeira macaúba ou bocaiúva (palmeira da subfamília das ceroxilíneas); 2. homenagem a Quintino Bocaiúva.

Bom Despacho – Hierotopônimo[29] • “Picão” e “Senhora do Bom Despacho do Picão” são as denominações anteriores à adoção do nome “Bom Despacho”, por Decreto Imperial de 14/7/1832. O município foi criado em 1911. • O topônimo “Bom Despacho” é uma redução de Nossa Senhora do Bom Despacho.

 Bomfim – Hierotopônimo[30] • Ao ser criado em 1839 (Lei 134, de 16/3/1839), o município de “Bonfim”, através do Decreto Imperial de 14/7/1832, já adotara esse nome, redução da denominação anterior “Bonfim do Paraopeba”. • O topônimo “Bonfim” é uma redução de Senhor Bom Jesus de Bonfim.

 Bom Successo – Hierotopônimo[31] • Quando emancipado em 1872, o município já se chamava “Bom Sucesso”, nome que se mantém desde 1824. Antes disso, era conhecido por “Campanha do Rio Grande” e “Campanha de Trás da Serra da Ibituruna”. • O topônimo “Bom Sucesso” é uma redução do nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

 Botelhos – Antropotopônimo[32] • Anteriormente chamado “São José dos Botelhos”, esse município passa a se denominar “Botelhos” pela lei Nº 843, de 7 de setembro de 1923. • O topônimo “Botelhos” é alusivo à família de Joaquim Botelho de Souza, benemérito do lugar.

 Brasília – Corotopônimo[33] • O povoado de Contendas, depois município Santana das Contendas e Vila Brasília, recebeu a denominação de Brasília em 1923 (Lei Nº 843, de 7 de setembro de 1923).  A lei Nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, deu-lhe a atual denominação de Brasília de Minas. • “Brasília” significa “aquele que provém de terras brasileiras” (Brasil+sufixo –ia).

Braz – Antropotopônimo[34] • O povoado de São Caetano, quando foi elevado à paróquia, em 1848, recebeu o nome de São Caetano da Vargem Grande. Esse nome se manteve quando se criou o município, com a elevação do lugar à categoria de vila. Em 1909, deu-lhe o nome de Vila Braz e, em 1923, passou-se à atual denominação de Brazópolis[35]. • Topônimo em homenagem ao coronel Francisco Braz, um dos que mais contribuíram para a emancipação da cidade e pai do ex-presidente brasileiro Wenceslau Braz.

  

C

 Cabo Verde – Animotopônimo[36] • Criado em 1866 (Lei 1.290, de 30/10/1866), esse município teve seu nome reduzido para Cabo Verde por essa mesma lei. Antes, em 1766, no surgimento do povoado em torno da capela, essa era chamada de Nossa Senhora do Rosário do Cabo Verde. No século seguinte, com a criação da freguesia, o povoado foi denominado Vila Nova do Cabo Verde. • Sobre a motivação do nome, há duas versões: 1. A nomeação foi dada pelo português Veríssimo João de Carvalho, porque evocava lembranças das Ilhas de Cabo Verde; 2. O esquecimento de uma enxada, por garimpeiros, à margem do ribeirão que, ao ser encontrada, estava com o cabo verde.

 Caeté – Fitotopônimo[37] • Origem tupi. • Criado em 1714, o município de Caeté teve como denominação anterior o nome Vila Nova da Rainha. Em 1840 (Lei 171, de 23/3/1840), o município adota o nome Caeté (caá-etê) que, em língua tupi, significa “a mata real, constituída de árvores grandes, a mata virgem; a folha larga”[38].

Caldas – Hidrotopônimo[39] • A lei provincial Nº 134, de 16 de março de 1839, elevou a freguesia de Caldas à categoria de vila, com a criação do município. Em 1846, foi a sede da vila transferida para Cabo Verde, com a lei Nº 290, de 26 de março. A vila foi restaurada com a lei Nº 452, de 20 de outubro de 1849. Caldas foi elevada à categoria de cidade, pela lei provincial Nº 973, de 2 de junho de 1859. Em virtude do decreto-lei Nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o nome da cidade foi mudado para Parreiras. Foi-lhe restituída a denominação tradicional Caldas pela lei Nº 336, de 27 de dezembro de 1938. Segundo Barbosa (1995, p. 66), “o povoamento dos ‘Campos das Caldas’ verificou-se na fase de expansão da Capitania, que se seguiu à decadência das minas e à fuga da mineração. Quando, no final do século XVIII, os mineiros trocaram os instrumentos de mineração pela criação de gados é que os ‘Campos das Caldas’ passaram a atrair os homens que queriam dedicar-se à atividade pastoril”. • O topônimo “Caldas” é alusivo às fontes de águas existentes na região; águas termais. Deriva-se do adjetivo latino “caldus”, de “calidus”, cujo significado é “quente”.

 Cambuhy – Fitotopônimo[40] • Origem tupi. • O nome refere-se à planta da família das mirtáceas “Eugenia crenata”. • Município criado em 1889 (Lei 3712, de 27/7/1889). A denominação anterior era “Nossa Senhora do Carmo do Cambuí”.

Cambuquira – Fitotopônimo[41] • Origem tupi (caá +ambyquyra). • O termo composto  “cambuquira” significa “a planta grelhada, grelhos, folhas tenras”. • Município criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911) • A adoção do nome “Cambuquira” data de 1923 (Lei 843, de 7/9/1923) • Denominações anteriores: Águas Virtuosas de Cambuquira; São Sebastião de Cambuquira.

 Campanha – Geomorfotopônimo[42] • Criado em 1798 (Alvará de 20/10/1798), o município teve o nome atual adotado em 1840. Antes, foi conhecido como Campanha da Princesa da Beira; Campanha do Rio Verde; Santo Antônio do Vale da Piedade do Rio Verde; São Cipriano. • O topônimo “Campanha” foi motivado pela topografia da região, constituída de campos e planícies.

 Campestre – Geomorfotopônimo[43] • Criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911), o município de “Campestre” já foi denominado Nossa Senhora do Carmo do Campestre. Em 1839, adotou-se o atual nome. • Topônimo motivado pela topografia da região, constituída por campo.

 Campo Bello – Geomorfotopônimo[44] • A lei Nº 373, de 9 de outubro de 1848, elevou Campo Belo à vila, com a denominação de Vila Senhor Bom Jesus do Campo Belo. Não chegou a ser instalada, sendo suprimida pela lei Nº 472, de 31 de maio de 1850. Foi novamente elevada à vila, com a lei Nº 2221, de 13 de junho de 1876, instalada solenemente a 28 de setembro de 1878. Foi elevada à categoria de cidade pela lei Nº 3196, de 23 de setembro de 1884.

 Campos Geraes – Geomorfotopônimo[45] • Esse município, emancipado em 1901 (Lei 319, de 16/9/1901) teve, anteriormente, as denominações: Carmo do Campo Grande; Divisa Nova; Nossa Senhora do Carmo do Campo Grande.

 Capellinha – Hierotopônimo[46] • A povoação de Capelinha surgiu no primeiro quartel do século XIX, em 1812, quando foi edificada uma capela dedicada à Nossa Senhora da Graça. Em 1911, criou-se o município de Capelinha, desmembrado do de Minas Novas (Lei 556, de 30/8/1911).

Caracol – Morfotopônimo[47] • Samambaia, São Sebastião do Jaguari e Caracol são as denominações que antecederam o atual topônimo Andradas. Ao ser elevada à vila, em 1888, São Sebastião do Jaguari passa a se denominar Caracol. • O nome caracol é motivado pela Serra do Caracol, que ladeia a região. • Em 1928 (Lei 1035, de 20/9/1928), quando a vila é elevada à cidade, o nome do município foi alterado para Andradas, em homenagem ao ex-presidente do Estado de Minas, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, natural de Barbacena, bisneto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência.

 Carangola – Fitotopônimo[48] • Termo híbrido (tupi ‘cará’ + africano ‘angola’) • Topônimo, provavelmente, motivado pela abundância da planta comestível “cará” e da variedade de capim “angola” nas margens do rio. • Denominação anterior: Santa Luzia do Carangola. • Adoção do nome: 1878 (Lei 2500, de 12/11/1878)

 Caratinga – Fitotopônimo[49] • Origem tupi (cará “tubérculo” + tinga “branco”) • A região teve como denominações anteriores: São Roque do Caratinga e São João do Caratinga. Em sua emancipação em 1890, o nome do município foi reduzido para “Caratinga”.

 Carmo do Paranayba – Hierotopônimo[50] • Termo híbrido (português ‘Nossa Senhora do Carmo’ + tupi ‘paranayba’) • Denominações anteriores: Arraial Novo do Carmo; Nossa Senhora do Carmo, Carmo do Arraial Novo. O nome “Carmo do Paranaíba” data de 1876 (Lei 2036, de 11/7/1876), na época da emancipação do município. • O termo tupi “paranã-ayba” significa “rio ruim” ou impróprio para navegar.

 Carmo do Rio Claro –  Hierotopônimo[51] • Data de 1848 a adoção do nome  “Carmo do Rio Claro” (Lei 386, de 9/10/1848. A emancipação do município ocorreu em 1875. • O termo “Carmo” remete àNossa Senhora do Carmo (ou Nossa Senhora do Monte Carmelo), título consagrado à Nossa Senhora.

 Cássia – Hagiotopônimo[52] • A adoção do nome “Cássia” data de 1919 (Lei Nº 747, de 20 de setembro de 1919), redução de Santa Rita de Cássia. • O distrito de Santa Rita foi criado em 1855, elevado à freguesia em 1866, aparecendo, nessa época, com o nome “Santa Rita de Cássia”.

 Cataguazes – Etnotopônimo[53] • Nome de provável origem tupi • O município de Cataguazes tem seu início com o Coronel Guido Tomás Marliére, francês, comandante da Terceira Divisão Militar do Rio Doce, no período em que inspecionava os trabalhos da estrada que deveria ligar Minas Gerais aos Campos dos Goitacases. Ao receber uma doação de terras na região, Marliére fundou o povoado, inicialmente denominado “Meia Pataca”, nome emprestado do ribeirão que passa próximo ao local. Quando foi elevado à freguesia, o nome se ampliou para Santa Rita do Meia Pataca. Em 1875, data da criação do município (Lei 2180, de 25/11/1875), adota-se o nome “Cataguazes”. • O termo “cataguá” pode ser traduzido como “habitante da mata virgem”.

 Caxambú – Ergotopônimo[54]/ Sociotopônimo[55] • Origem africana • De 1711 a 1875, vigora o topônimo “Caxambu”; de 1875 a 1901, encontramos o topônimo “Águas de Caxambu”. Em 1901 (Lei 319, de 16/9/1901), cria-se o município com o nome original “Caxambu” • O termo pode denominar: 1. Tambor volumoso, tipo de membrafone, atabaque. 2. Dança afro-brasileira, semelhante ao batuque e com canto, ao som de tambor e de cuícas; jongo.

 Christina – Antropotopônimo[56] • Data de 1850 (Lei 485, de 19/6/1850) a emancipação e a adoção do nome desse município, anteriormente conhecido como Cumquibus e Espírito Santo do Cumquibus. O topônimo Cristina é em homenagem à Imperatriz do Brasil, Dona Tereza Cristina, esposa de Dom Pedro II. • Sobre o nome Cumquibus, o historiador Joaquim Ribeiro Costa (1970, p. 216) relata: “Havia nos meios estudantis dos Seminários católicos tradição segundo a qual a expressão cum quibus seria usada humoristicamente entre professores e discípulos, com o significado de dinheiro, isto é, aquilo com que se compra[...]. Sobre sua origem fez-se consulta ao meio local. A resposta não veio contradizer a versão, mas confirmá-la, de certo modo, com a lenda ali corrente de tratar-se de antigo tesouro escondido em lugar misterioso e cujo dono respondia sempre, com aquela locução latina [...]”.

 Cláudio – Antropotopônimo[57] • A cidade de Cláudio se situa na rota conhecida como “Caminho Novo de Goiás”. Nesse caminho, entre as muitas passagens, havia um rio denominado “Cláudio”, motivado pelo nome de um escravo. Assim, surge a “Paragem de Cláudio”, depois, somente Cláudio, quando se tornou município em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911).

 Conceição – Hierotopônimo[58] • O arraial de Conceição do Serro foi elevado a vila, com a lei provincial Nº 171, de 23 de março de 1840, com a denominação de Conceição, mas segundo Barbosa (1995, p. 92) “continuou a ser designado, mesmo em atos oficiais, por Conceição do Serro; como tal, foi elevada à categoria de cidade, pela lei Nº 553, de 10 de outubro de 1851”. A lei Nº 879, de 24 de janeiro de 1925, mudou a denominação da comarca, do município e do distrito de Conceição do Serro para Conceição. E o decreto-lei Nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, deu-lhe a denominação de Conceição do Mato Dentro, a atual.   

 Conceição do Rio Verde – Hierotopônimo[59] • O município de Conceição do Rio Verde, emancipado em 1911 de Lambari, recebeu o nome atual em 1839 (Lei 114, de 9/3/1839). Anteriormente, teve as denominações: Campina do Rio Verde, Nossa Senhora da Conceição do Rio Verde.

 Conquista – Animotopônimo[60] • Desmembrado de Sacramento, Conquista torna-se município em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • O topônimo é bastante antigo na região. Segundo Barbosa (1995, p. 96), já na segunda metade do século XVII, “toda a vasta região do lado de cá da Mantiqueira ficou sendo conhecida por Conquista”. Esse historiador aponta algumas cartas de sesmarias, com as indicações: “para as partes da conquista” (1763), “na paragem denominada a Conquista” (1806).

 Contagem – Sociotopônimo[61] • No período colonial, um dos “postos de registro” para contagem do gado procedente dos sertões da Bahia e do São Francisco, mantidos pela Coroa portuguesa, situava-se no lugar conhecido, inicialmente, como Abóboras, depois Contagem das Abóboras e, finalmente, Contagem (nome adotado em 1854. Lei 671, de 29/4/1854).

Curvello – Antropotopônimo[62] • Santo Antônio da Estrada e Santo Antônio do Curvelo são denominações anteriores do atual município de Curvelo, criado em 1831 (Decreto de 13/10/1831) quando se passou a adotar, também, esse nome. De acordo com dados do IBGE[63], “por volta de 1700, o lugarejo Santo Antônio da Estrada, onde se erigia uma simples capela coberta de folhas, era pouso certo para os viajantes que, vindos do Rio ou de Piratininga, por terra, demandavam a Bahia. Este pouso localizava-se no chamado Alto São Francisco e foi o primeiro núcleo em torno do qual surgiu, mais tarde, um povoado. Um dos primeiros moradores a fixarem-se aí, de quem a tradição guardou o nome, foi o Padre Antônio de Ávila Curvelo, vindo de Morrinhos (hoje, Matias Cardoso) de onde era vigário. O Padre Curvelo (o nome, ao que parece, na época, era grafado Corvelo ou Corvello) celebrizou-se por uma série de lutas, das quais a mais importante deu-se durante o episódio que teve por figuras principais o Conde de Assumar e Manoel Nunes Viana, em 1718, na questão de pagamentos de foro a D. Inês de Brito. Pugnava o Padre Curvelo pela jurisdição da Bahia, sobre a zona ribeirinha do Rio das Velhas, até o lugar denominado Rodeadouro (presentemente, não identificado). Em 1720, foi criada a Freguesia, não com o nome de Santo Antônio da Estrada, mas com a denominação de Santo Antônio de Curvelo, sendo seu primeiro vigário o próprio Padre Curvelo”. 

D

Diamantina – Litotopônimo[64] • Criada em 1732, com o intuito de garantir a exploração dos diamantes, segundo interesses da Coroa Portugesa, Diamantina, ainda um pequeno povoado, passa a ser sede da Intendência dos Diamantes, conhecida como Demarcação Diamantina. • Inicialmente era conhecida como Arraial do Tijuco ou Tejuco – palavra de origem tupi cujo significado é “lamaceiro, charco, terreno encharcado”[65] – nome que foi motivado pelo trabalho nas lavras, localizadas próximas aos córregos da região. • Ao se emancipar do município doSerro[66], Diamantina substitui o topônimo Tijuco (Decreto de 13/10/1831). 

Divinopolis – Poliotopônimo[67] • O topônimo “Divinópolis” (cidade do Divino Espírito Santo) data de 1912 (Lei 590, de 3/9/1912). • Antes, Divinópolis recebeu as denominações: 1. Espírito Santo do Itapecerica – referência à capela construída no terreno doado ao patrimônio, em região próxima ao rio Itapecerica; 2. Henrique Galvão – motivada pelo nome do engenheiro, um dos construtores da linha do Paraopeba. Esse engenheiro recebeu, primeiro, o nome da estação ferroviária, inaugurada em 18 de setembro de 1890. • Em 1911 a vila Espírito Santo do Itapecerica teve o nome alterado para o da estação, Vila Henrique Galvão. O nome definitivo da estação e da cidade, Divinópolis, veio em 1912, três meses depois da criação deste município.

 E

 Eloy Mendes – Antropotopônimo[68] • Topônimo em homenagem a Joaquim Elói Mendes, Barão de Varginha. • Adoção do nome: 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). 

Entre Rios – Cardinotopônimo[69] • Topônimo motivado por o município se encontrar entre os rios Camapuã e Brumado. 

Estrella do Sul – Astrotopônimo[70] • Em 1722, quando os bandeirantes desbravavam sertões na rota de São Paulo a Goiás, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz, genro de Anhanguera, descobriu diamantes, às margens de um rio. A partir daí, com a notícia da descoberta, já em 1800 havia um aglomerado de aventureiros de várias partes do país ao longo desse rio. Como as bagagens eram depositadas em um determinado local, a povoação crescente usou esse ponto como referência e denominou o rio e o local de "Bagagem". Em 1849 a Bagagem Diamantina já se tornara um próspero povoado. •  Em 1853, uma escrava de nome Rosa, de propriedade do senhor Casimiro de Morais, encontrou, sobre um monte de cascalho, um diamante que foi chamado de Estrela do Sul. Sua fama se deve a propriedade de mudar de cor, quando exposto à luz, variando do branco ao cor-de-rosa. Em 1856, a freguesia recebeu emancipação política e, em 1901, passou a se chamar Estrela do Sul (Lei 319, de 16/9/1901), topônimo alusivo ao diamante desse nome. 

Extrema – Cardinotopônimo[71] • Topônimo alusivo à posição geográfica do município  que se encontra na extremidade do Estado de Minas, na divisa com São Paulo. • Nome adotado em 1915 (Lei 663, de 18/9/1915)

F 

Ferros – Ergotopônimo[72] • A motivação desse topônimo decorre do processo de mineração antigamente adotado para retirada de cascalho aurífero do fundo dos rios, quando se utilizavam ganchos especiais de ferro. 

Formiga – Zootopônimo[73] • A lei Nº 134, de 16/3/1839 elevou o arraial de São Vicente Férrer da Formiga à categoria de vila, com a denominação de Vila Nova da Formiga. O local foi também chamado de Ribeirão da Formiga, Formiga do Tamanduá. A lei Nº 880, de 6 de junho de 1858, elevou a Vila Nova da Formiga à cidade, quando ficou tendo a denominação que lhe deram os primitivos moradores: Formiga. • O topônimo pode ter sido motivado por: 1. Ataque de formigas ao carregamento de açúcar dos tropeiros que transitavam pelo local; 2. Nome dado aos índios e escravos fugidos que transitavam pelo local e se alimentavam de formigas tanajuras.

 Fortaleza – Animotopônimo[74] • Até 1943, esse era o nome do município de Pedra Azul, indicação do alferes Cassiano dos Reis, primeiro presidente do Conselho de Caatinga, com o objetivo de substituir o antigo nome “Nossa Senhora da Conceição da Boca da Caatinga”. • Em 1911, o nome da cidade foi mudado para Pedra Azul, mantendo-se, assim, até hoje. O nome Pedra Azul foi motivado pela ocorrência da pedra “águas marinhas na região”. 

Fructal – Fitotopônimo 20 • A povoação de Nossa Senhora do Carmo de Frutal surgiu na terceira década do século XIX. O município emancipa-se em 1885 e o nome se reduz para Frutal em 1911. • O nome Frutal parece ter sido motivado pelo grande número de frutos na região onde se localiza o município. 

G 

Grão Mogol – Animotopônimo[75] • Serrinha foi o primeiro nome da povoação primitiva, fundada por garimpeiros, no local hoje conhecido por Grão Mogol. Segundo Barbosa (1995, p. 142), “em 1781, verificou-se um choque entre a tropa do oficial Antônio José de Araújo e os garimpeiros, quando os soldados foram batidos por aqueles garimpeiros. Consta que, a partir dessa época, o arraial passou a ser designado por Serra. Ao topônimo ‘Serra’, foi acrescentada, depois, a expressão ‘Grão Mogor’. Serra do Grão Mogor foi elevada a vila, com a criação do município, pela lei Nº 171, de 23 de março de 1840, com a denominação de Grão Mogor.” Foi a vila elevada à categoria de cidade, pela lei Nº 859, de 14 de maio de 1858. De acordo com Barbosa (op. cit.), esta lei “menciona que a vila da ‘Serra do Santo Antônio do Grão Mogol’ é elevada a cidade, com a mesma denominação. Foi, então, a primeira vez que apareceu o termo Mogol (com l).” Na divisão administrativa de 1911, a cidade e o município já figuram com o nome de Grão Mogol. • Sobre a origem desse nome há controvérsias, existindo duas versões não comprovadas: 1. A primeira está relacionada com a descoberta em 1550 de um grande diamante encontrado na Índia, com peso de 793 quilates que foi chamado de Grão Mogol. 2. A segunda versão afirma que o nome está ligado ao fato de ter existido inúmeros conflitos, desordens e assassinatos no local dando origem ao nome "Grande Amargor", que modificado localmente teria se transformadoem Grão Mogor e depois assumindo a denominação atual. 

Guanhães – Etnotopônimo[76] • Esse topônimo tem sua origem no termo "Guanaãns" –  cujo significado é “aquele que corre”, “o corredor”.  Os Guanaãns eram um grupo da nação Caingangues que habitavam parte da região do Rio Doce no estado de Minas Gerais. 

Guaranesia – Zootopônimo[77] • Termo híbrido (tupi ‘guará’, significa pássaro + grego ‘nesia’, significa ilha); o “pássaro da ilha”. • A denominação primeira foi Santa Bárbara, depois Santa Bárbara das Canoas. A adoção do nome “Guaranésia” remete a 1901 (Lei 319, de 16/9/1901), da época em que se criou o município.

 Guarany – Etnotopônimo[78] • O termo “guarani”, cujo significado é “o guerreiro, o lutador”, refere-se a um grupo étnico. • “Cemitério, Espírito Santo do Cemitério, Espírito Santo do Rio Pomba, Espírito Santo do Pomba, Espírito Santo” foram as várias denominações anteriores do local onde hoje se situa o município de Guarani (nome adotado em 1881, Lei 2848, de 25/10/1881).

 Guarará – Ergotopônimo[79]/ Animotopônimo[80]/ Zootopônimo[81] • Fruto de uma doação de terra, realizada por Domingos Ferreira Marques e sua esposa, Dona Feliciana Francisca Dias, em 20 de julho de 1828, surge o "Curato do Espírito Santo", depois "Espírito Santo de Mar de Espanha" e “Espírito Santo do Guarará”. • O termo “guarará”, de origem tupi-guarani, pode significar: 1. Tambor usado pelos indígenas; atabaque; 2. O manhoso, o investigador; 3. Peixe da família dos ciprinodontídeos.

 Guaxupé – Zootopônimo[82] • Este topônimo é originário do ribeirão local, denominado “Guaxupé”, termo de origem tupi, cujo significado remete a abelhas da família dos meliponídeos. 

I 

Inconfidencia – Historiotopônimo[83] • Data de 1774, o início do arraial Sagrado Coração de Jesus, com a doação de terra por Francisco Ferreira Leal. Em 1832 o Arraial é elevado a distrito e, sete anos mais tarde, em 1839, passa a chamar-se Coração de Bom Jesus. • Quando se emancipou do município de Montes Claros, tornando-se município (Lei 556, de 30/8/1911), Coração de Jesus teve seu nome mudado para “Inconfidência”. Em 1928, é denominado definitivamente Coração de Jesus em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro do lugar.

 Indayá – Fitotopônimo[84] • indígena (tupi) • De acordo com SAMPAIO (1987, p. 194), anda-yá é variante de indayá e significa “copioso em amêndoas”.

 Itabira – Litotopônimo[85] • Data de 1833 (Resolução de 30/6/1833), a criação do município de Itabira e de 1947, a adoção do topônimo Itabira (D.L. 2.430, de 5/3/1947), Esse município recebeu como denominações anteriores: Nossa Senhora do Rosário de Itabira; Itabira do Mato Dentro; Presidente Vargas. De acordo com Sampaio (1987, p.254), o termo tupi Itá-bira significa “a pedra levantada ou empinada”. 

Itajubá – Litotopônimo[86] • Município criado em 1848 (Lei 355, de 27/9/1848), teve como denominações anteriores os nomes de Boa Vista; Boa Vista de Itajubá. Em 1862 (Lei 1.149, de 4/10/1862) adota-se definitivamente o nome Itajubá. De acordo com Sampaio (1987, 256) Itayub-á significa na língua tupi “a extração de ouro, a mineração aurífera, a mina”. 

Itapecerica – Litotopônimo[87] • Criado em 1789 (Alvará de 20/11/1789), recebeu como denominações anteriores: Tamanduá; São Bento do Tamanduá. O nome Itapé-cerica é de origem tupi,foi adotado em 1882 (Lei 2.995, de 19/10/1882) e tem como significado, segundo Sampaio (1987, p. 258), “a laje escorregadia, ou a pedra lisa. Nome dado pelo gentio ao monte rochoso, nu de qualquer vegetação pelas encostas”. 

Itaúna – Litotopônimo[88] • “Rio São João, Santana do Rio São João Acima, Santana do São João Acima, Santana” são as denominações anteriores à atual “Itaúna”. Esse nome foi adotado em 1901 (Lei 319, de 16/9/1901), na época da criação do município, emancipado de Pará de Minas. • De etimologia tupi, “Itaúna” é um termo cunhado, isto é, sem registros históricos, podendo ser traduzido como “ a pedra preta, o ferro, o minério”. 

Ituyutaba – Poliotopônimo[89] • “São José do Tijuco e Vila Platina” são as antigas denominações de Ituiutaba. Esse topônimo, adotado em 1915 (Lei 663, de 18/0/1915), de etimologia tupi, é traduzido como “aldeia de água fria” ou “aldeia do rio de água fria”. É um termo criado para nomear o município, portanto, sem registros históricos.  

J 

Jacuhy – Hidrotopônimo[90] • Criado em 1814 (Carta Régia de 19/7/1814), o nome Jacuí figura desde 1778. O município já foi chamado, também, de São Carlos do Jacuí. De acordo com Sampaio (1987, p. 264), esse termo de origem tupi pode ter dois significados: 1. “Yacú-y, o rio dos jacus; 2. Pode também proceder de y-acui, o rio enxuto, o rio temporário”. 

Jacutinga – Zootopônimo[91] • Topônimo de origem tupi. Significa “jacu branco”, ave galiforme da família dos cracídeos”. • Denominação anterior: Santo Antônio do Jacutinga.

 Jaguary – Hidrotopônimo[92] • Topônimo de origem tupi. Seu significado remete a “rio do jaguar”, “rio da onça”. • O município de Camanducaia, quando foi elevado à vila, em 1840 recebeu o nome de Jaguari. Esse nome se manteve até 1930 quando se devolveu à cidade sua antiga denominação “Camanducaia”. 

Januaria – Antropotopônimo[93] • Topônimo em homenagem ao coronel Januário Cardoso de Almeida, atuante fazendeiro que morava na região e era proprietário da fazenda Itapiraçaba, localizada onde hoje se encontra o município. • Esse município foi criado em 1833 (Resolução de 30/6/1833) e, na mesma época adotou-se o topônimo Januária. Teve como denominações anteriores: Brejo do Amparo; Nossa Senhora do Amparo; Brejo do Salgado; Porto do Salgado; Amparo do Brejo do Salgado.

 Jequitinhonha – O povoado que deu origem à cidade de Jequitinhonha surgiu no início do século XIX, em decorrência de um quartel – 7ª divisão – fundado pelo Alferes Julião Fernandes Leão no lugar denominado São Miguel. Com o crescimento do arraial, criou-se a freguesia São Miguel da Sétima Divisão. Em 1911, foi criado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, o município com a denominação São Miguel do Jequitinhonha. Em 1914 (Lei 622, de 18/9/1914), esse topônimo foi reduzido, adotando-se somente Jequitinhonha – palavra de origem controvertida, provavelmente de origem macro-gê[94]. 

João Pinheiro – Antropotopônimo[95] • Topônimo em homenagem ao político que foi Governador do Estado de Minas Gerais (1890) e, posteriormente, Presidente de Minas (1906). • Denominações anteriores do município: Santana dos Alegres, Alegres. • Adoção do nome atual: 1911 (Lei 556, de 30/8/1911. 

Juiz de Fóra – Axiotopônimo[96] • Topônimo originário de uma fazenda existente no local onde surgiu o povoado, residência de Magistrado deste nome, no governo colonial. O juiz de fora era nomeado pelo Rei de Portugal para atuar em concelhos onde era necessária a intervenção de um juiz isento e imparcial, que normalmente seria de fora da localidade. Em muitas ocasiões, os juízes de fora assumiam também papel político, sendo indicados para presidir câmaras municipais como uma forma de controle do poder central da vida municipal. • Data de 1850 (Lei 472, de 31/5/1850), a emancipação do município de Juiz de Fora, cujas denominações anteriores foram Santo Antônio do Paraibuna; Paraibuna; Santo Antônio do Juiz de Fora. Registra-se a adoção do nome Juiz de Fora em 1865 (Lei 1.202, de 19/12/1865). Sobre o significado do nome tupi paraibuna, diz Sampaio (1987, p. 294): “pará-ayba-una, ou parayb-uma, o paraíba preto, ou de águas escura”, ou sejao rio ruim, impraticável pelas dificuldades de navegação, de coloração escura. 

L 

Lagoa Dourada – Hidrotopônimo[97] • Topônimo motivado, no início do século XVIII, pela presença de ouro de aluvião na lagoa, passando o local a ser denominado “Alagoa Dourada”. • Em 1832, o nome original de Alagoa Dourada é alterado para Lagoa Dourada. • Denominações anteriores: Santo Antônio da Lagoa Dourada; Curralinho. 

Lavras – Sociotopônimo[98] • O topônimo aponta lugar ou terreno de mineração. • Criado em 1831 (Decreto de 13/10/1831), o município de Lavras recebeu outras denominações: Funil do Rio Grande; Lavras do Funil; Santana das Lavras do Funil, até que em 1869 passa a figurar como Lavras.  

Leopoldina – Antropotopônimo[99] • Topônimo em homenagem à Princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, filha do Imperador Dom Pedro II. Nome adotado em 1854 (Lei 666, de 27/4/1854), quando ocorreu sua emancipação política do município de Mar de Espanha. • Antes disso, a localidade era um distrito denominado São Sebastião do Feijão Cru, em referência tanto ao padroeiro da localidade como ao ribeirão que a atravessa. 

Lima (Villa Nova de) –Poliotopônimo[100] • Topônimo em homenagem a Antônio Augusto de Lima, historiador, político e poeta. • Nome adotado em 1891 (Decreto 364, de 5/2/1891). • Adoção do nome atual, ‘Nova Lima’: 1923 (Lei 843, de 7/9/1923). • Denominações anteriores: Congonhas das Minas de Ouro, Congonhas de Sabará, Nossa Senhora do Pilar das Congonhas.

 Lima Duarte – Antropotopônimo[101] • Topônimo representa homenagem a José Rodrigues de Lima Duarte, Ministro da Marinha no gabinete Saraiva (1880-1882), Conselheiro de Estado, deputado, Senador do Império e, em 1889, feito Visconde de Lima Duarte. • Denominações anteriores: Rio do Peixe; Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe.

M 

Machado – Ergotopônimo[102]/ Antropotopônimo[103] • Há duas versões sobre esse topônimo: 1. A história mais conhecida está relacionada à perda de um machado no rio; 2. A outra versão diz que o topônimo remete à família Machado. • Denominação anterior: Santo Antônio do Machado. 

Manhuassú – Meteorotopônimo[104] • Origem indígena. Segundo Teodoro Sampaio, o termo “manhuaçu” significa “chuva copiosa” ou “tempestade”. • Denominação anterior: São Lourenço do Manhuaçu. • Manhuassu para Manhuaçu teve sua grafia alterada, pela lei nº 336, de 27 de Dezembro de 1948. 

Mar de Espanha – Hidrotopônimo[105] • A tradição local aponta que o topônimo teria surgido da exclamação de um dos primeiros povoadores, de origem espanhola, que, observando a confluência dos rios Paraibuna e Piabanha, em dia de cheia, teria dito: “Parece mar...um mar de Espanha!...” • Denominação anterior: Cágado; Mercês do Cágado. 

Maria da Fe – Antropotopônimo[106] • Topônimo alusivo a D. Maria Vilas Boas Machado, mulher muito piedosa e, também, de grande iniciativa e coragem. Junto com seu marido, foi proprietária da fazenda Campos, localizada na região onde se situa o município. • Denominação anterior: Campos de Maria da Fé. 

Marianna  – Antropotopônimo[107] • De acordo com Silva (1997, p. 81) “esta povoação, que em 1711 recebeu o foro de vila, com o título de Vila de Albuquerque, e que por carta régia deste mesmo ano foi mudado para o de Leal Vila de Nossa Senhora do Carmo, obteve os foros de cidade por carta régia de 23 de abril de 1745, com o nome de cidade de Mariana, em obséquio à então rainha D. Mariana de Áustria. É de todas a mais antiga da província. Nela foi instalado o bispado em 27 de fevereiro de 1748.” Denominações anteriores: Vila de Ribeirão do Carmo, Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão do Carmo, Nossa Senhora do Carmo de Albuquerque, Vila de Albuquerque.

 Mercês – Hierotopônimo[108] • A princípio, Capelinha das Mercês era como se designava o local onde hoje se situa o município de Mercês, emancipado em 1911 do município de Rio Pomba. • Mercês é uma redução do nome Nossa Senhora das Mercês. 

Minas Novas – Litotopônimo[109] • Esse topônimo remete às novas minas descobertas, novas em referências às minas de Ouro Preto e Mariana. O nome Minas Novas só foi adotado em 1840 (Lei 163 de 9/3/1840), mais de um século depois da criação da vila das Minas do Fanado. Durante o período de sua criação até o recebimento do nome atual, vários topônimos nomearam esse local: Vila das Minas do Fanado, Minas Novas do Fanado, Fanado das Minas Novas, Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas Novas do Araçuaí, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Bom Sucesso. • Inicialmente, o nome Fanado foi empregado para mostrar que o rio explorado não era tão abundante em ouro como se imaginava; era escasso, pobre em ouro. Posteriormente, esse nome se estendeu à região e as novas minas descobertas. • No século XIX, a região volta a surpreender os mineradores e Vila do Bom Sucesso passa a substituir o topônimo Vila do Fanado. Bom Sucesso remete a Nossa Senhora do Bom Sucesso, topônimo bastante comum em regiões de mineração.

 Monte Alegre – Geomorfotopônimo[110] • Inicialmente, este município se chamou São Francisco das Chagas do Monte Alegre, depois Monte Alegre e, posteriormente, Toribatê (toryba-etê, alegria verdadeira). • Em 1943, o topônimo Monte Alegre foi alterado para Toribaté, pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943. Cinco anos depois, houve nova alteração toponímica: Toribaté passou para Monte Alegre de Minas, alterado pela lei nº 336, de 12-12-1948. 

Monte Carmello  – Geomorfotopônimo[111] • O arraial do Carmo da Bagagem, origem do município de Monte Carmelo, surgiu por volta de 1840. Em 1900, houve a adoção do nome atual, Monte Carmelo (Lei 286, de 25/6/1900). • Segundo a tradição local, o nome atual se deve à semelhança de um morro, conhecido hoje como Igrejinha, com o Monte Carmel, montanha na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo. 

Monte Santo – Geomorfotopônimo[112] • Os primórdios de Monte Santo remontam à época da mineração do ouro. Com a exaustão das jazidas, dá-se início à agricultura na região.  Com  o seu desenvolvimento, o povoado passou à categoria de paróquia, alterando o nome de São Francisco de Paula do Tijuco para São Francisco de Paula do Monte Santo e, com esta denominação, é elevado a município em 1890. Em 1911, com a nova divisão administrativa, o município tem seu nome alterado para Monte Santo e, posteriormente, em 1948, para Monte Santo de Minas.

 Montes Claros – Geomorfotopônimo[113] • Esse município, criado em 1831 (Decreto de 13/10/1831), recebeu as seguintes denominações: Formigas; Jesus Maria José das Formigas; Montes Claros das Formigas. O nome Montes Claros foi adotado em 1857 (Lei 802, de 3/7/1857), motivado pela vegetação rasteira, em relevo ondulado, sem matas, na região. 

Muriaé – Zootopônimo[114] • Termo de provável origem tupi, podendo ser traduzido por “moscas que afligem; mosquitos que afligem ou atacam”.

 Mutum – Zootopônimo[115] • Origem tupi. • Este topônimo se refere ao pássaro Mutum, ave galiforme da família dos cracídeos. Tais animais possuem uma plumagem geralmente negra, com topete com penas encrespadas ou lisas e bico com cores vivas. 

Muzambinho – Mitotopônimo[116]/ Fitotopônimo[117] / Sociotopônimo[118] • Termo híbrido, de provável origem africana (“muzambo”, “moçambo” ou “mocambo”) + português (“inho”) • Podemos contar com, pelo menos, três motivações para este topônimo: 1. “Muzambo” é um termo de provável origem africana, cujo significado é “espécie de papão do folclore; o que apavora”. 2. “Moçambo” é variante de “maçango”, de origem africana, do banto, significa “milho”. 3. “Mocambo”, termo de origem africana, do banto, refere-se a refúgio de escravos, geralmente em matas, equivalente ao quilombo. • Adoção do nome: 1878 (Lei 2500, de 12/11/1878). 

N 

Nepomuceno – Hagiotopônimo[119] • Este município teve início no século XVIII, na fazenda Congonhal, obtida por sesmaria.  O nome da cidade teve origem na capela construída pelo proprietário da fazenda, capitão Mateus Luiz Garcia, em homenagem a São João Nepomuceno. • Nepomuceno é, pois, redução do nome deste santo. 

O 

Oliveira – Hierotopônimo[120] • Data de 1839 (Lei 134, de 16/3/1839) a criação do município de Oliveira, nome esse que foi adotado em 1861 (Lei 1.102, de 19/9/1861), em substituição à denominação anterior de Nossa Senhora de Oliveira. 

Ouro Preto – Litotopônimo[121] • O nome Ouro Preto foi adotado em 20 de maio de 1823, quando a antiga Vila Rica foi elevada a cidade. • O topônimo foi motivado pela tonalidade escura do ouro. • O primeiro nome da cidade foi Vila Rica. Depois, Vila Rica de Albuquerque, por causa do Capitão General Antônio de Albuquerque Coelho Carvalho, então governador das capitanias de Minas e São Paulo e, posteriormente, "Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar", em homenagem à padroeira da cidade. 

Ouro Fino – Litotopônimo[122] • Município desmembrado de Pouso Alegre. • Denominações anteriores: São Francisco de Paula; São Francisco de Paula de Ouro Fino. 

P 

Palma – Fitotopônimo[123] • Palma surgiu por volta de 1782 com a chegada de desbravadores na região. O povoamento iniciou-se num local que servia de pouso de tropas onde foi construída uma capela consagrada a São Francisco de Assis. Em 1851, o povoado tornou-se distrito com o nome de São Francisco de Assis do Capivara. Em 23 de dezembro de 1890 emancipou-se e, em 1891, passou a chamar-se Palma – nome motivado pela presença de palmeiras.

 Palmyra – Fitotopônimo[124] • Em 1889 (Lei 3712, de 7/7/1889), o município de Palmira foi emancipado de Barbacena. Em 1932, seu nome é alterado para Santos Dumont (D.L. 10.447, de 31/12/1932). • O nome Palmira refere-se a uma espécie de palmeira. 

Paracatú – Hidrotopônimo[125] • Origem tupi. • Criado em 1798 (Alvará de 20/10/1798), esta região recebeu o nome Paracatu antes mesmo de se tornar município, ou seja, no período de 1736-1761 e, posteriormente em 1815, mantendo-se até hoje. Teve outras denominações: Arraial de Santana; Santo Antônio de Manga de Paracatu; Piracatu; São Luís e Santana das Minas de Paracatu; Paracatu do Príncipe. Segundo Sampaio (1987, p. 293) Pará-catú é termo de origem tupi, cujo significado é “o rio bom, praticável”. 

Pará de Minas – Hidrotopônimo[126] • No lugar de Patafúfio, depois Patafufo, criou-se com a lei Nº 386, de 9 de outubro de 1848, a vila de Patafúfio (nome motivado, de acordo com a tradição local, no primeiro morador, “um tal Manuel Batista que, gordo, baixote, vaidoso de seus haveres, era conhecido pelo apelido de Pato-Fofo e teria sido o doador do patrimônio para a primitiva capela)[127]. Entretanto, segundo Barbosa (1995, p. 236), “a não construção da Casa da Câmara e Cadeia, pelos moradores, como então se exigia, ocasionou a supressão da vila, com a lei Nº 472, de 31 de maio de 1850. • A lei Nº 882, de 8 de junho de 1858, restaurou a vila de ‘Patafúfio’, com a denominação de vila do Pará.” Foi a vila do Pará elevada à categoria de cidade pela lei Nº 2416, de 5 de novembro de 1877. A denominação foi mudada para Pará de Minas, pela lei Nº 806, de 22 de setembro de 1921.

 Paraguassu – Hidrotopônimo[128] • Estima-se que a chegada dos primeiros moradores, neste município do sul de Minas, tenha se dado por volta de 1790, com a construção do arraial e de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo. • Denominações anteriores: Carmo dos Tocos, Carmo da Escaramuça. • “Carmo dos Tocos” foi o primeiro nome deste arraial. Segundo a história local, quando se foi construir a capela, houve necessidade de derrubar árvores na trilha para acesso ao local, restando tocos que insistiam em brotar, uma vez que a terra era muito fértil. • Sobre a motivação do segundo nome, “Carmo da Escarumuça”, a história local relata ter origem em um episódio que acabou com a expulsão de alguns ciganos. • O nome, de origem tupi,  Paraguassu, foi adotado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911), quando se criou o município. • O termo “Paraguassu” pode ter duas interpretações: 1. “pará-guaçu”, o mar grande, o rio grande; 2. “paraguá-açu”, a coroa grande, o cocar vistoso. A primeira é a mais adotada. • Desde 1969 (Lei Municipal Nº 520, de 21 de outubro de 1969), a grafia do nome Paraguassu foi alterada para Paraguaçu. 

Paraisopolis – Poliotopônimo[129] • Topônimo, formado com o sufixo grego “polis”, significando “cidade do paraíso”. • Denominações anteriores: Campo do Lima, São José das Formigas, São José do Paraíso, Paraíso. 

Paraopeba – Hidrotopônimo[130] • Origem tupi “Pará-u-peba”, “Pará-y-peba”, “o rio da água rasa”. • Topônimo adotado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911), na época em que se emancipou o município. • Denominação anterior: Tabuleiro Grande. 

Passa Quatro – Numerotopônimo[131]• A tradição local comenta que a origem do nome do município de “Passa Quatro” é devido às quatro travessias, no rio local, que os primeiros exploradores da região precisavam realizar. • Adoção do nome: 1733. 

Passa Tempo – Animotopônimo[132] • A origem deste topônimo, presente desde a primeira metade do século XVIII, tem duas versões: 1. Nome adotado pelos bandeirantes que, ao fazerem pouso na região, diziam: “vamos passar o tempo ali”, ou seja, descansar; 2.  A lenda que fala de duas velhinhas que viviam a fiar à porta de sua casa e, quando algum viajante passava por elas, indagavam: “Como vão? - elas respondiam: Vamos passando o tempo”, daí teria surgido o nome Passa Tempo. • Adoção do nome: 1747.

 Passos – Hierotopônimo[133] • O Termo “Passos” é uma redução de “Senhor Bom Jesus dos Passos.” • Em 1848 (Lei 386, de 9/10/1848) cria-se o município de Passos que passa a adotar esse nome dez anos depois (Lei 854, de 14/5/1858), em substituição aos topônimos Senhor Bom Jesus dos Passos; Vila Formosa dos Passos.

 Patos – Zootopônimo[134] • A cidade de Patos de Minas surgiu na segunda década do século XIX em torno da Lagoa dos Patos, onde segundo as descrições históricas existia uma enorme quantidade de patos silvestres. O povoado, à beira do rio Paranaíba, cresceu, virou arraial e depois vila, a vila de Santo Antônio dos Patos.

 Patrocinio – Hierotopônimo[135] • As origens da região começam com os bandeirantes, durante o período colonial, à procura de ouro. Em 1793 apareceram os primeiros habitantes e em 1800 foi construída a primeira capela, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio. Patrocínio é, portanto, redução desse nome, adotado em 1840 (Lei 171, de 23/3/1840). • Denominações anteriores: Catiguá, Salitre, Nossa Senhora do Patrocínio. 

Peçanha – Antropotopônimo[136] • Topônimo alusivo ao primeiro povoador, Domingos de Magalhães Peçanha. Nome adotado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominações anteriores: Descoberto do Peçanha; Santo Antônio do Bom Sucesso do Descoberto do Peçanha; Quartel de Passanha; Santo Antônio do Peçanha; Rio Doce; Suaçuí; Santo Antônio do Passanha.

 Pedra Branca – Litotopônimo[137] • Município criado em 1884 (Lei 3275, de 30/10/1884), desmembrado do, também município, denominado Cristina. • Em 1943, o topônimo “Pedra Branca” é alterado para “Pedralva” (D.L. 1058, de 31/12/1943), mantendo-se, assim, até hoje. • Denominações anteriores: São Sebastião do Capituba; São Sebastião da Pedra Branca. 

Pequy – Fitotopônimo[138] • Origem tupi, nome cujo significado é “casca áspera, espinhenta”. • Planta da família das cariocaráceas; pequizeiro. • Município do Alto São Francisco, criado pela lei Nº 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado do de Pará de Minas. • Denominações anteriores: Santo Antônio de São Joanico; Santo Antônio do Pequi. 

Perdões– Hierotopônimo[139] • O topônimo é uma redução do nome Senhor Bom Jesus dos Perdões, adotado em 1855, na criação do distrito. 

Piranga – Cromotopônimo[140] • Origem tupi, o nome remete à cor vermelha; ao barro vermelho e à planta da família das Bignoniáceas que dá tinta vermelha. • Denominações anteriores: Guarapiranga, Nossa Senhora da Conceição do Piranga. 

Pirapora – Ecotopônimo[141] • Origem tupi “pira’pora”, nome que pode ser interpretado como “a morada do peixe”, “o que contém peixe”, “o peixe salta”. • Nome adotado em 1910.  • Denominação anterior: São Gonçalo das Tabocas. 

Pitanguy – Hidrotopônimo[142] • Criado em 1715, teve como denominações anteriores os nomes Vila Nova do Infante das Minas de Pitangui; Nossa Senhora da Piedade de Pitangui. O nome Pitangui foi adotado em 1711. É de origem tupi e possui dois significados “o rio das pitangas” e/ou “o rio das crianças”[143].

 Pimhuy  – Hidrotopônimo[144] • Município criado em 1841 (Lei 202, de 1/4/1841), tendo nesta mesma data adotado o topônimo Pium-í. Como denominações anteriores, são conhecidos os nomes Piauí; Piauim. Para Sampaio (1987, p.304), Pium-y significa “o rio dos piuns ou mosquitos”. 

Poços de Caldas – Hidrotopônimo[145] • Este topônimo retrata as cavidades (poços) com água, formadas na terra da região. “Caldas” é alusivo às fontes de águas existentes no local, águas termais. Deriva-se do adjetivo latino “caldus”, de “calidus”, cujo significado é “quente”. •”Poços de Calda” emancipa-se do município de “Caldas” em 1888 (Lei 3659, de 1/9/1888). • Denominações anteriores: Águas Virtuosas de Caldas; Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas; Nossa Senhora da Saúde de Caldas; Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas.

 Pomba – Zootopônimo[146] • A tradição local relata, entre outras explicações sobre a motivação deste topônimo que uns aventureiros depois de matar algumas pombas, foram lavá-las nas águas do rio perto de onde estavam. Algumas caíram na água e foram levadas embora. Salienta-se que essa é uma versão não confirmada. • Pomba emancipou-se, em 1831, do município de Mariana, passando a se chamar “Rio Pomba” em 1948 (Lei 336, de 27/12/1948). • Denominações anteriores: Mártir São Manuel dos Sertões do Rio do Pomba e Peixe dos Índios Croatas e Coropós; Pomba; São Manuel do Pomba. 

Ponte Nova – Hodotopônimo[147] • A origem do município de Ponte Nova se inicia com a história do Padre João do Monte de Medeiros que em 1756 com a carta da sesmaria fundou uma propriedade na região. Em seguida, esse Padre requereu licença para erigir na sua fazenda uma capela em invocação de São Sebastião e Almas. Em 1770 foi assinada a provisão, concedendo-lhe a licença pedida e, no mesmo ano foi assinada a escritura de doação do terreno. Um ano depois era benta a capela, ao redor da qual se foi constituindo o arraial. 

Pouso Alegre – Sociotopônimo[148] • Criado em 1831 (Decreto de 13/10/1831), teve outras denominações anteriores: Mandu; Bom Jesus de Matosinhos do Mandu; Bom Jesus do Pouso Alegre. • A adoção do nome Pouso Alegre coincide com a data de criação do município, ou seja, 1831. 

Pouso Alto – Sociotopônimo[149] • Município desmembrado de Baependi. • Denominação anterior: Nossa Senhora da Conceição do Pouso Alto. 

Prados – Antropotopônimo[150] • Este topônimo remete aos irmãos Prados, iniciadores da exploração do ouro na região. • Adoção do nome: 1711. • Denominação anterior: Nossa Senhora da Conceição dos Prados. 

Prata – Litotopônimo[151] • Município emancipado em 1848 (Lei 363, de 30/9/1848) de Uberaba. • Em 1854, adota-se o nome Prata. •Denominações anteriores: Nossa Senhora do Monte do Carmo; Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos; Carmo de Morrinhos. 

Q 

Queluz – Corotopônimo[152] • Este topônimo é alusivo ao palácio de Queluz, residência dos Reis de Portugal, localizado na cidade de Queluz no concelho de Sintra, distrito de Lisboa. • Criado em 1790 (Alvará de 19/9/1790), o município de Conselheiro Lafaiete teve como denominações anteriores: Carijós, Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, Queluz. • O nome Conselheiro Lafaiete foi adotado em 1934 (Lei nº 11274, de 27 de março de 1934), para homenagear o jurista mineiro Lafayette Rodrigues Pereira, nascido nesse município. • Inicialmente conhecido como Arraial dos Carijós (nome usado para designar os índios da região), o município de Conselheiro Lafaiete se tornou cidade com o nome de Vila de Queluz.

 R

Rezende (Villa Nova de) – Poliotopônimo[153] • Topônimo em homenagem a João Gonçalves de Resende, benemérito do lugar. • Denominação anterior: Santa Rita do Rio Claro. • O nome atual, Nova Resende, data de 1923.

 Rezende Costa – Antropotopônimo[154] • Topônimo em homenagem a José de Resende Costa, um dos inconfidentes mineiros e, também, ao seu filho que possuía o mesmo nome. • Denominações anteriores: Laje; Nossa Senhora da Penha da França do Arraial da Laje. • O povoado de “Laje” surge a partir de um pequeno rancho construído para abrigar tropeiros e viajantes na primeira metade do século XVIII. Com o estabelecimento de algumas famílias na região, dentre elas, a família de José de Resende Costa, em 1749, é construída a capela de Nossa Senhora da Penha de França. • Em 1911, o povoado de Laje emancipa-se e recebe o nome de Resende Costa (Lei 556, de 30/8/1911). 

Rio Branco – Axiotopônimo[155] • Topônimo em homenagem a José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco. • Denominações anteriores: Xopotó dos Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio, Presídio, Visconde do Rio Branco, Paranhos. • Registra-se o nome de Visconde do Rio Branco, de 1882, data em que a vila foi elevada à categoria de cidade, até 1911.  Dessa data até 1943, a cidade figura com o nome reduzido de Rio Branco. • Em 1943 (D.L. 1058, de 31/12/1943), a cidade volta a se chamar Visconde do Rio Branco. Segundo Barbosa (1995, p. 370), “a ideia do projeto que dava essa denominação à nova cidade ocorreu ao deputado José Pedro Xavier da Veiga, no 11º aniversário da lei chamada Rio Branco, de 28 de setembro de 1871, lei comumente designada como ‘do Ventre Livre’”.

 Rio Casca – Hidrotopônimo[156] • Município criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911) • Denominações anteriores: Nossa Senhora da Conceição do Casca, Conceição do Casca, Nossa Senhora da Fidelidade do Casca, Bicudos. 

Rio Espera – Hidrotopônimo[157] • Município criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominações anteriores: Espera, Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança, Piedade da Boa Esperança. 

Rio José Pedro – Hidrotopônimo[158] • Município criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • A Lei Nº 843, de 7 de setembro de 1923, determinou a mudança da denominação do município de Rio José Pedro para José Pedro. Em 1928, houve nova mudança: de José Pedro para Ipanema. 

Rio Novo – Hidrotopônimo[159] • Município criado em 1870 (Lei 1644, de 13/9/1870) • Denominações anteriores: Conceição do Rio Novo, Nossa Senhora da Conceição do Rio Novo. 

Rio Pardo – Hidrotopônimo[160] • Município criado em 1831 (Decreto imperial de 13/10/1831). Em 1943, tem seu nome alterado para Rio Pardo de Minas (D.L. 1.058, de 31/12/1943). 

Rio Piracicaba – Hidrotopônimo[161] • Município criado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominação anterior: São Miguel do Piracicaba. • Piracicaba é termo de origem indígena, cujo significado é “a colheita, ou tomada do peixe, referência à parte do rio (acidente natural) que impede a passagem do peixe.” 

Rio Preto – Hidrotopônimo[162] • Sob a invocação de Senhor dos Passos, criava-se em 1832, a paróquia do Rio Preto do Presídio. De acordo com Barbosa (1995, p. 287), a lei Nº 271, de 15 de abril de 1844, criou a vila do Senhor dos Passos do Rio Preto, ficando o município desmembrado de Barbacena. Foi suprimido o município em seguida, pela lei Nº 285, de 12 de março de 1846. Novamente foi o arraial elevado à vila, com lei Nº 472, de 31 de maio de 1850, com a denominação do Presídio do Rio Preto. Em 1854, a lei Nº 665, de 27 de abril, tornou a suprimir a vila. • A lei Nº 835, de 11 de julho de 1857, determinou: ‘Fica criada na comarca do Paraibuna, a vila do Rio Preto, cujo território e limites serão os da freguesia do Senhor dos Passos do Rio Preto e do Bom Jardim, e terá sede na povoação daquele nome’. 

S 

Sabará – Litotopônimo[163] • Topônimo adotado em 1701. • Sabará é uma forma apocopada de sabaraboçu, termo tupi que significa “pedra grande que resplandece”.[164] • Denominações anteriores: Nossa Senhora da Conceição de Sabará; Vila Real do Sabará; Vila Real de Nossa Senhora da Conceição. • Data de 1711 a criação do município (Carta Régia de 17/7/1711). 

Sacramento – Hierotopônimo[165] • Desemboque foi o primeiro nome desse município, situado entre os rios Grande e Parnaíba nos limites de Minas e Goiás. Desse local, partiram várias expedições para explorar o sertão da Farinha Podre, atual região do Triângulo Mineiro. • Em 1819, constrói-se, nesse local uma capela “com o orago do Santíssimo Sacramento”. • O topônimo Sacramento, redução de Santíssimo Sacramento, nomeia o município desde 1903. 

Salinas – Litotopônimo[166] • Topônimo adotado em 1923 (Lei 843, de 7/9/1923), motivado pela ocorrência de salinas (sal na terra) naturais na região.  • Denominação anterior: Santo Antônio das Salinas.

 S.ta. Barbara – Hagiotopônimo[167] • Nomeada, inicialmente, como Arraial de Santo Antônio do Ribeirão Santa Bárbara pelo bandeirante paulista Antônio Pereira, em 1704, que ali encontrou ouro de aluvião e veios de pedras preciosas, a vila de Santa Bárbara foi elevada à categoria de cidade em 1858 (lei Nº 881, de 6 de junho de 1858). • Esse município foi, também, chamado de Santa Bárbara do Mato Dentro.

 Sta Luzia – Hagiotopônimo[168] • Pela lei Nº 317, de 18 de março de 1847, cria-se a vila de Santa Luzia que foi elevada à categoria de cidade em 1858 (Lei Nº 860, de 14 de maio de 1858). • Em 1923, a lei Nº 843, de 7 de setembro, mudou a denominação de Santa Luzia para Santa Luzia do Rio das Velhas, mas a lei Nº 860, de 9 de setembro de 1924, fez retornar a denominação de Santa Luzia.

 S.ta. Quiteria – Hagiotopônimo[169] • Topônimo que nomeava o atual município de Esmeraldas, até o ano de 1943. • A partir dessa data, Santa Quitéria passa a se chamar Esmeraldas (D.L. 1058, de 31/2/1943), uma alusão a Fernão Dias Paes Leme. 

Santa Rita – Hagiotopônimo[170] • No lugar conhecido como Boa Vista do Sapucaí, foi erguida, na segunda década dos oitocentos, uma capela dedicada à Santa Rita de Cássia. A região, então, passou a ser chamada Santa Rita. Posteriormente, registra-se a alteração do topônimo para Santa Rita da Boa Vista. • Oficialmente, o nome Santa Rita do Sapucaí é adotado em 1880 (Lei Nº 2673, de 30 de novembro). • O termo de origem tupi Sapucaí significa “o rio das sapucaias (árvore frutífera da família das Lecitidáceas).”

 S.to. Antonio do Monte – Hagiotopônimo[171] • Esta região começou a ser povoada em meados de 1700, mas o município só foi criado em 1859 (Lei 981, de 3/6/1859). • É um município de colonização portuguesa, em particular de açorianos, que vieram por Pitangui. • A adoção deste topônimo data de 1899 (Lei 260, de 18/4/1899). 

S. Domingos do Prata – Hagiotopônimo[172] • A adoção deste topônimo data de 1843. É alusivo ao padroeiro local “São Domingos”, para quem um dos primeiros moradores da região, Domingos Marques Afonso, depois de conseguir uma graça, mandou erigir uma capela. Este topônimo remete, também, ao ribeirão da Prata, assim chamado por ter, na época, águas límpidas. 

S. Francisco – Hagiotopônimo[173] • Este município que se situa no alto médio do rio São Francisco tomou emprestado desse rio seu nome. • Adoção do nome: 1877 (Lei 2416, de 5/11/1877) • Denominações anteriores: Pedras de Cima, Pedra dos Angicos, São José das Pedras dos Angicos, São Francisco das Pedras. 

S. Gonçalo de Sapucahy – Hagiotopônimo[174] • Topônimo em homenagem ao santo português, São Gonçalo de Amarante. • O termo de origem tupi Sapucaí significa “o rio das sapucaias (árvore frutífera da família das Lecitidáceas).” • Denominações anteriores: São Gonçalo do Amarante, São Gonçalo da Campanha do Rio Verde, São Gonçalo da Campanha, São Gonçalo do Rio Verde. • O topônimo atual data de 1878 (Lei 2453, de 19/10/1878). 

S. Gothardo – Hagiotopônimo[175] • Embora se encontre na composição do nome a forma “são”, derivada de “santo”, este topônimo é em homenagem ao fundador do povoado, Joaquim Gotardo de Lima. O padroeiro da cidade é São Sebastião. • Denominações anteriores: Confusão, São Sebastião da Confusão, São Sebastião do Pouso Alegre. 

S. João Baptista – Hagiotopônimo[176] • São João Batista foi uma antiga capela, depois paróquia e povoado subordinado ao município de Minas Novas até 1862 (Lei 1136, de 24/9/1862), quando é elevado à vila. Em 1871, torna-se cidade, tendo seu nome alterado para Itamarandiba em 1923 (Lei nº 843, de 7/9/1923). Segundo Sampaio (1987, p. 256), o nome tupi Itá-marã-dyba significa “o local de pedras desordenadas”.

 S. João D’el-Rey – Hagiotopônimo[177] • Data de 1713 (8/7/1713) a criação e a adoção do nome deste município que teve como denominações anteriores São João; Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar; Arraial Novo; Rio das Mortes. Sobre a motivação toponímica do nome São João del-Rei, apoiando-se em documento do Arquivo Público Mineiro, transcreve Barbosa (1995, p. 318) “...consta que aos oito de dezembro de 1713, ‘neste arraial do Rio das Mortes, onde veio por ordem de S. Majestade, que Deus guarde, Dom Brás Baltasar da Silveira... o criou em vila, com todas as solenidades necessárias, levantando o pelourinho no lugar que escolheu para a dita vila... a saber, na chapada do morro que fica da outra parte do córrego, para a parte do nascente do dito arraial, por ser o sítio mais capaz e conveniente para se continuar a dita vila, a qual ele dito Mestre de Campo General e Governador e Capitão-General apelidou com o nome de São João del-Rei e mandou que com este título fosse de todo nomeada, em memória do nome de El-Rei Nosso Senhor, por ser a primeira vila que nestas Minas ele, dito governador e Capitão-General, levanta...’” 

S. J.ão. Evangelista – Hagiotopônimo[178] • O povoamento desta região deu-se no início do século XIX, quando cerca de 200 índios monoxós ali se fixaram fundando a aldeia de São Nicolau. Após a saída desses índios que se retiraram para o município de Peçanha, vários fazendeiros se estabeleceram no local, formando, assim, o povoado. • Denominações anteriores: São Nicolau, São João Novo, São João do Lifonso (corruptela de Ildefonso, capitão Português ldelfonso da Rocha Freitas que, entre 1820 e 1830, construiu sua Fazenda São João, em homenagem ao Santo de devoção de sua esposa.), São João do Suaçuí. • Adoção do nome atual: 1882 (Lei 2995, de 19/10/1882). 

S. João Nepomuceno – Hagiotopônimo[179] • Data de 1841 (Lei 207, de 7/4/1841), a criação do município de São João Nepomuceno. Já a adoção do topônimo é anterior, 1811. • O nome do município foi dado em homenagem ao santo checo Ján Nepomucký, do qual eram devotos os seus fundadores, Domingos Henriques Gusmão e seu tio, Jacó Henriques, além de outros membros da família Henriques que, transferindo-se do município de Capela Nova para São Manoel do Pomba, hoje Rio Pomba, levaram a imagem de São João Nepomuceno. Em sua nova residência, os membros da família Henriques edificaram a capela dedicada ao santo de sua devoção e, ao seu redor, foi-se constituindo o povoado. 

S. Manoel – Hagiotopônimo[180] • São Manuel é o nome dado, em 1891 (Decreto 413, de 9/3/1891), ao atual município de Eugenópolis, na época de sua emancipação de Muriaé. • A denominação atual data de 1943 (D.L. 1058, de 31/12/1943), uma homenagem ao coronel Luiz Eugênio Monteiro de Barros. 

S. Seb.ão. do paraiso – Hagiotopônimo[181] •  Dentre as inúmeras fazendas que povoaram o sul de Minas, no século XIX, registra-se a “Fazenda da Serra", de propriedade da família Antunes Maciel, constituída de descendentes de antigos sertanistas e mineradores. Foi essa família que doou uma área para edificação de uma capela cujo padroeiro foi São Sebastião. Criou-se, então o povoado, a vila e a cidade. • A adoção do topônimo São Sebastião do Paraíso remonta a 1853. • Em 1870, a vila é elevada a município, emancipando-se de Jacuí. 

Serro – Geomorfotopônimo[182] • Criado em 1714, recebeu como denominações anteriores os nomes Serro Frio, Serro do Frio, Lavras Velhas do Serro, Ribeirão das Lavras Velhas, Vila do Príncipe. Em 1838, adota o nome Serro que, segundo Morais Silva, (1813, v. II, p. 694) significa “serra, monte alto”. • Em “Relatos Sertanistas”, E. Taunay diz que o nome da região, dado pelos índios, era “Ivituruí”, que significa “Serro Frio”, topônimo motivado “ao muito enregelado frio que faz pelo cume daquela serra, com frigidíssimos ventos”.

Sete Lagoas – Numerotopônimo[183] • Topônimo provavelmente adotado em 1700 e mantido até hoje, motivado pelas sete lagoas existentes na cidade e em suas imediações. • Registra-se a sesmaria de Sete Lagoas, obtida pelo sertanista João Leite da Silva Ortiz, em 3 de abril de 1711. • A criação do município data de 1867 (Lei 1395, de 24/11/1867). 

Silvestre Ferraz – Antropotopônimo[184] • Topônimo em homenagem ao importante líder político sul-mineiro, Silvestre Dias Ferraz Junior, natural de Cristina, parlamentar que lutou pelo Projeto de implantação da Estrada de Ferro do Vale do Sapucaí, a primeira estrada de ferro construída no sul de Minas. • Denominações anteriores: Carmo de Cristina, Carmo do Pouso Alto, Carmo do Rio Verde. • Em 1901 (Lei 319, de 16/9/1901) cria-se o município com o nome de Silvestre Ferraz. Em 1953 (Lei 1039, de 13/12/1953), o topônimo é alterado para Carmo de Minas, mantendo-se assim até hoje.

Silvianopolis  – Poliotopônimo[185] • Esse topônimo “Silviano + polis”, interpretado como “Cidade (polis) de Silviano”, é em homenagem a seu filho ilustre, Francisco Silviano Brandão, ex-governador de Minas Gerais e Vice-Presidente de República, cargo que não chegou a ocupar devido ao seu falecimento. • Data de 1911 a adoção desse nome e, também, a emancipação do município (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominação anterior: Santana do Sapucaí. O termo de origem tupi Sapucaí significa “o rio das sapucaias (árvore frutífera da família das Lecitidáceas).” 

T 

Theophilo Ottoni – Antropotopônimo[186] • Topônimo em homenagem a Teófilo Benedito Otoni, nascido no município do Serro. Político, após renunciar ao seu mandato de deputado em 1849, iniciou a colonização do Vale do Mucuri, a partir de 1852. Para marcar o encontro das duas grandes expedições que partiram em direções diversas, foi fundado, em 1853, o núcleo pioneiro, à margem do rio Todos os Santos, denominado Filadélfia, em homenagem à cidade homônima, considerada o berço da democracia nas Américas. • Adoção do nome e criação do município: 1878 (Lei 2486, de 9/11/1978). 

Tiradentes – Historiotopônimo[187] • Criado em 1718, teve como denominações anteriores os nomes Ponta do Morro; Santo Antônio; Arraial Velho; São José del-Rei. •O nome Tiradentes foi adotado em 1889 (Decreto 3, de 6/12/1889), em homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira. 

Tremedal – Geomorfotopônimo[188] • Topônimo que nomeou, até 1938, o atual município de Monte Azul. • Apontam-se, também, antes desse período, as denominações: Nossa Senhora da Graça do Tremedal; Boa Vista do Tremedal. • O termo “Tremedal” é registrado desde o século XIV, significa “terreno pantanoso”.[189]

Tres Corações – Numerotopônimo[190] • Topônimo de origem religiosa, motivado pela devoção à Sagrada Família (Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria e Sagrado Coração de José). • Denominações anteriores: Sagrados Corações de Jesus, Maria e José da Real Passagem do Rio Verde, Rio Verde, Santíssimo Coração de Jesus, Três Corações do Rio Verde. • Nome adotado em 1923 (Lei 843, de 7/9/1923).

Tres Pontas – Numerotopônimo[191] • Topônimo motivado pelo nome de uma serra local. • Em 1841 (Lei 202, de 1/4/1841), criou-se o município e adotou-se o nome Três Pontas para o lugar antes denominado Candongas; Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas. • “Candonga” é termo africano, de origem banto[192], podendo significar: 1. Ação enganosa, trapaça, farsa. 2. Prática de feitiçaria; olhado, quebranto. 3. Afeto enganoso, carinho fingido. 4. Pessoa bem quista, querida; benzinho, namorada. 

Turvo – Cromotopônimo[193] • Topônimo alusivo ao rio Turvo, à coloração de suas águas opacas, embaçadas, escuras. • Denominações anteriores: Turvo Grande e Pequeno; Nossa Senhora do Porto do Turvo; Nossa Senhora da Conceição do Porto da Salvação; Vila Bela do Turvo. • A partir de 1930 (Lei 1160, de 19/9/1930), o município de Turvo passou a chamar-se Andrelândia, homenagem a um de seus primeiros moradores, o fazendeiro André da Silveira. 

U 

Ubá – Fitotopônimo[194] • O termo indígena, de origem tupi “ubá” refere-se a gramíneas (Gyneryum sagittatum Aubl.)[195] , com cujos colmos os indígenas preparavam suas flechas. Pode, também, remeter às embarcações indígenas, às canoas. • Denominação anterior: São Januário de Ubá. • Adoção do nome: 1857. 

Uberaba – Hidrotopônimo[196] • Datam de 1836 (Lei 28, de 22/2/1836), a adoção do nome e a criação do município de Uberaba. • Anteriormente, esse município recebeu as denominações: Oberava; Santo Antônio e São Sebastião do Uberaba; Santo Antônio do Uberaba. • Sobre o significado do nome há controvérsias: a maioria dos estudiosos aponta o termo como de origem tupi, podendo ser interpretado como “a água brilhante, clara, cristalina.”

 Uberabinha – Hidrotopônimo[197] • Em 1888, foi criado o município de São Pedro da Uberabinha, desmembrado do de Uberaba. Em 1923 (Lei Nº 843, de 7 de setembro de 1923), a denominação ‘São Pedro de Uberabinha’ foi reduzida para ‘Uberabinha’. Em 1929, essa denominação foi mudada para Uberlândia (Lei 1128, de 19/10/1929). • O termo “Uberlândia” é uma palavra híbrida, formada do latim “uber”, fértil, fecundo e do alemão ‘lândia’, terra, país, região. 

V 

Varginha – Geomorfotopônimo[198] • Topônimo adotado em 1881. • Denominações anteriores: Divino Espírito Santo das Catanduvas; Catanduvas; Espírito Santo da Varginha. • ‘Catanduvas”, palavra indígena de origem tupi, significa “mato rasteiro e espinhoso”.”[199] 

Viçosa – Antropotopônimo[200] • Topônimo em homenagem ao Bispo de Mariana, Dom Antônio Ferreira Viçoso. • Nome adotado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominações anteriores: Santa Rita do Turvo; Viçosa de Santa Rita.

 Virginia – Hierotopônimo[201] • Topônimo alusivo à Virgem Imaculada, padroeira do município. • Nome adotado em 1911 (Lei 556, de 30/8/1911). • Denominação anterior: Virgínia de Pouso Alto.

 

 

 



[1] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[2] Topônimo relativo a nomes sagrados, efemérides religiosas, associações religiosas, locais de culto, capela.

[3] Topônimo relativo às características dimensionais dos acidentes geográficos, como extensão, comprimento, largura, grossura, espessura, altura, profundidade.

[4] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[5] Topônimo relativo às posições geográficas em geral.

[6] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[7] Topônimo relativo às características dimensionais dos acidentes geográficos, como extensão, comprimento, largura, grossura, espessura, altura, profundidade.

[8] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[9] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[10] Topônimo motivado por animais.

[11] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[12] CUNHA (1982)

[13] CAPELLE (1980, v. 2, p. 439); SAMPAIO (1987, p. 198).

[14] Topônimo referente à geografia da região.

[15] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[16] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[17] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[18] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[19] Topônimo motivado por animais.

[20] Topônimo relativo a habitações de modo em geral.

[21] Topônimo referente à geografia da região.

[22] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[23] Topônimo relativo a nomes de cidades, países, estados, regiões e continente.

[24] Dos períodos Romano e Visigótico não são conhecidos vestígios em Campolide e a presença muçulmana só pode ser atestada pelo topónimo. O arabista David Lopes demonstrou que Campolide significa “campo de Olide”, sendo Olide nome árabe de homem, referenciado na documentação medieval desde o séc. IX e que está presente noutros topónimos, como por ex. Povolide (póvoa de Olide) e Valhadolide (cidade de Olide). A julgar pelas mais antigas referências conhecidas (sécs. XII e XIII), a evolução da palavra terá ocorrido da seguinte forma: Campoliti> Campolidi> Campolide. Outras explicações foram apresentadas por Duarte Nunes de Leão (séc. XVI), que considerava ser o “campo em que os da lide estavam alojados” durante o cerco de Lisboa pelos castelhanos, em 1384 (porém há quem diga que este campo de lides se referia a garraiadas, enquanto outros se referem a amanho de terra e outros ainda a escaramuças com invasores); e por Júlio de Castilho, para quem teria origem num campo dos “lites” (nome dado aos escravos libertos pelos Godos) e que estes teriam sido os colonizadores desta área. No entanto, Norberto de Araújo, autor de “Peregrinações em Lisboa” põe de parte estas explicações, porque já em 1147, o cruzado Osberno se referia à zona de Santos por "Campolet" ou "Campolit", e em 1211 se referia que o Rei D. Afonso II possuía “duas víneas in Campolide”. Fonte: http://bairrodaliberdade.com/campolide.html

[25] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[26] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[27] Topônimo motivado pela vegetação.

[28] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[29] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[30] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[31] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[32] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[33] Topônimo relativo a nomes de cidades, países, estados, regiões e continente.

[34] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[35] A grafia restabelecida com "z" se deu através da Lei Estadual 18 033, assinada em 12 de janeiro de 2009.

[36] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[37] Topônimo motivado pela vegetação.

[38] SAMPAIO (1987, p. 212)

[39] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[40] Topônimo motivado pela vegetação.

[41] Topônimo motivado pela vegetação.

[42] Topônimo referente à geografia da região.

[43] Topônimo referente à geografia da região.

[44] Topônimo referente à geografia da região.

[45] Topônimo referente à geografia da região.

[46] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[47] Topônimo que reflete o sentido de forma geométrica.

[48] Topônimo motivado pela vegetação.

[49] Topônimo motivado pela vegetação.

[50] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[51] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[52] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[53] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[54] Topônimo relativo aos elementos da cultura material.

[55] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[56] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[57] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[58] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[59] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[60] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[61] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[62] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[63] http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/minasgerais/curvelo.pdf

[64] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[65] CUNHA (1998, p. 289)

[66] Hoje, segundo dados do IBGE, região Metropolitana de Belo Horizonte.

[67] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[68] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[69] Topônimo relativo às posições geográficas em geral.

[70] Topônimo relativo a corpos celestes em geral.

[71] Topônimo relativo às posições geográficas em geral.

[72] Topônimo relativo aos elementos da cultura material.

[73] Topônimo motivado por animais.

[74] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[75] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual.

[76] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[77] Topônimo motivado por animais.

[78] Topônimo referente a elementos étnicos, isolados ou não.

[79] Topônimo relativo aos elementos da cultura material.

[80] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual, abrangendo a todos os produtos do psiquismo humano, cuja matéria prima fundamental, e em seu aspecto mais importante como fato cultural, não pertence à cultura física.

[81] Topônimo motivado por animais.

[82] Topônimo motivado por animais.

[83] Topônimo relativo a movimentos de cunho histórico-social e aos seus membros, assim como às datas correspondentes.

[84] Topônimo motivado pela vegetação.

[85] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[86] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[87] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[88] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[89] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[90] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[91] Topônimo motivado por animais.

[92] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[93] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[94] SAMPAIO (1987, p. 270).

[95] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[96] Topônimo relativo aos títulos e dignidades de que se fazem acompanhar os nomes próprios individuais.

[97] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[98] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[99] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[100] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[101] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[102] Topônimo relativo aos elementos da cultura material.

[103] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[104] Topônimo relativo a fenômenos atmosféricos.

[105] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[106] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[107] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[108] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[109] Topônimo de índole mineral.

[110] Topônimo referente à geografia da região.

[111] Topônimo referente à geografia da região.

[112] Topônimo referente à geografia da região.

[113] Topônimo referente à geografia da região.

[114] Topônimo motivado por animais.

[115] Topônimo motivado por animais.

[116] Topônimo relativo às entidades mitológicas.

[117] Topônimo motivado pela vegetação.

[118] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[119] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[120] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[121] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[122] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[123] Topônimo motivado pela vegetação.

[124] Topônimo motivado pela vegetação.

[125] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[126] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[127] BARBOSA (1995, p. 236)

[128] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[129] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[130] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[131] Topônimo relativo a números.

[132] Topônimo relativo à vida psíquica, à cultura espiritual.

[133] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[134] Topônimo motivado por animais.

[135] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[136] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[137] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[138] Topônimo motivado pela vegetação.

[139] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[140] Topônimo relativo a cores.

[141] Topônimo relativo às habitações de um modo geral.

[142] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[143] SAMPAIO (1987, p. 304)

[144] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[145] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[146] Topônimo motivado por animais.

[147] Topônimo relativo às vias de comunicação rural ou urbana.

[148] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[149] Topônimo relativo às atividades profissionais, aos locais de trabalho e aos pontos de encontro dos membros de uma comunidade.

[150] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[151] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[152] Topônimo relativo a nomes de lugar.

[153] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[154] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[155] Topônimo relativo aos títulos e dignidades de que se fazem acompanhar os nomes próprios individuais.

[156] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[157] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[158] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[159] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[160] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[161] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[162] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[163] Topônimo de índole mineral, relativo, também, à constituição do solo.

[164] GREGÓRIO (1980, v. II, p. 760)

[165] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

[166] Topônimo de índole mineral.

[167] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[168] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[169] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[170] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[171] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[172] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[173] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[174] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[175] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[176] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[177] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[178] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[179] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[180] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[181] Topônimo relativo aos santos e santas do hagiológio romano.

[182] Topônimo referente à geografia da região.

[183] Topônimo relativo a números.

[184] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[185] Topônimo constituído pelos vocábulos vila, aldeia, cidade, povoação, arraial.

[186] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[187] Topônimo relativo a movimentos de cunho histórico-social e aos seus membros, assim como às datas correspondentes.

[188] Topônimo referente à geografia da região.

[189] Cunha (1982).

[190] Topônimo relativo a números.

[191] Topônimo relativo a números.

[192] Pessoa de Castro (2001).

[193] Topônimo relativo a cores e tonalidades.

[194] Topônimo motivado pela vegetação.

[195] Cunha (1978).

[196] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[197] Topônimo motivado por elementos hídricos.

[198] Topônimo referente à geografia da região.

[199] Cunha (1978).

[200] Topônimo motivado por nomes próprios de pessoas.

[201] Topônimo relativo aos nomes sagrados de diferentes crenças.

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