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APRESENTAÇÃO

A Fundamar - Fundação 18 de Março tinha em sua biblioteca guardado a sete chaves um álbum de mapas de Minas Gerais que pertencia à família de seus instituidores. O livro foi adquirido por Homero Costa, quando ainda residia em Machado, no Sul de Minas, em 1933, conforme atesta o carimbo na folha de rosto. O Album, ainda em razoável estado de conservação, vinha sendo disputado por aqueles que, em círculo mais estrito, são apaixonados pela qualidade dos mapas e pelos desenhos a bico de pena do casario, cachoeiras e monumentos das 178 cidades mineiras nele representadas.

O nome do livro é “Album Chorographico Municipal do Estado de Minas Geraes”, editado em 1927, pelo Serviço de Estatística da Secretaria de Estado da Agricultura, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. Ao se pesquisar sobre outros exemplares eventualmente existentes em Minas Gerais e no país, concluiu-se ser obra rara – um cimélio - que merecia ser mais conhecida e apreciada, tanto por especialistas quanto pelo cidadão comum.

Incentivo grande veio do bibliófilo José Mindlin (1914-2010), que assim respondeu à consulta da Fundamar, sobre a conveniência de uma reedição do Album:

Tenho prazer de felicitá-los pela ideia, que considero excelente, de uma reedição dessa obra. Trata-se de um trabalho dificilmente encontrável e de conteúdo importante. (mensagem eletrônica recebida por fundamar@fundamar. com em 31 agt. 2009)

O Departamento Cultural da Fundamar se pôs a campo, em busca de especialistas que analisassem a obra e de recursos para lançar um site sobre o projeto para disponibilizá-lo a todos interessados na cartografia histórica e no patrimônio de Minas Gerais.

E, de fato, a Fundamar conseguiu reunir uma plêiade de colaboradores de reconhecida competência, cada qual especialista em suas respectivas áreas. São eles: Márcia Maria Duarte dos Santos, geógrafa e coordenadora do Centro de Referência em Cartografia Histórica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Maria do Carmo Andrade Gomes, historiadora, com tese de doutorado sobre as políticas cartográficas do período e atualmente na Fundação João Pinheiro; Maria Aparecida Seabra de Carvalho  Cambraia, arquiteta-urbanista, da empresa Linha Projetos Ltda.; e Maria Cândida Trindade Costa de Seabra, professora da Faculdade de Letras da UFMG, coordenadora do Grupo Mineiro de Estudos do Léxico, com atuações em projetos sobre a toponímia mineira. A digitalização da obra e a restauração do original ficaram a cargo do Arquivo Público Mineiro (APM). A formatação do projeto em site foi uma criação de Rodrigo Denúbila.

Durante seu desenvolvimento o projeto recebeu a chancela de duas importantes instituições: o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG) e do Centro de Referência de Cartografia Histórica da UFMG (CRCH), aportes que muito honram a Fundação 18 de Março.

O prefácio é do bibliófilo Amilcar Vianna Martins Filho, diretor do Instituto Amílcar Martins (ICAM) de Belo Horizonte que também chancela com a sua assinatura a qualidade do trabalho. Estes participantes, na verdade, são os autores das inovações da versão moderna da obra rara e valiosa editada pelo Estado em 1927.

O projeto em forma digital que estamos apresentando é, sem dúvida, o mais genuíno produto da Fundamar - Fundação 18 de Março. A sua iniciativa é de gente prata da casa: Maria Lúcia Prado Costa e Maria de Lujan Carvalho Costa. A primeira é historiadora e assistente social da Fazenda-Escola Fundamar e a segunda, diretora desta fundação em Belo Horizonte; uma se destaca como historiadora, com várias publicações sobre a história do Sul de Minas e a outra, como geógrafa e empresária bem-sucedida na área ambiental, cuja empresa Bios Consultoria se associou também ao projeto.

A Fundação 18 de Março empresta grande valor a esse Album, obra rara praticamente esgotada, pouco acessível aos pesquisadores, aos gestores municipais e ao cidadão comum interessados na história e na geografia de seus respectivos municípios. São mapas acrescidos de preciosos desenhos a bico de pena retratando bens culturais da sede dos municípios como grupos escolares, igrejas e até acidentes geográficos como cachoeiras e serras o que os torna absolutamente diferentes de qualquer outro similar do gênero, seja como informação, seja como arte gráfica. Por outro lado, os leitores e internautas irão encontrar no trabalho que estamos apresentando indicações minuciosas sobre a história, a nomenclatura e a geografia dos municípios mineiros no início do século XX, acrescidas agora de observações que as tornam atualizadas. Esperamos que as suas consultas ao site sejam tão proveitosas como foram para quem esta subscreve.

 

Belo Horizonte, maio de 2012.

Túlio Vieira da Costa
Conselheiro Curador da Fundamar – Fundação 18 de Março

Maria de Lujan Seabra de Carvalho Costa e Maria Lúcia Prado Costa - Organização
Amilcar Vianna Martins Filho - Prefácio
Maria Aparecida Seabra de Carvalho Cambraia - Planejamento
Márcia Maria Duarte dos Santos - Cartografia
Maria Cândida Trindade Costa de Seabra - Toponímia
Maria do Carmo Andrade Gomes - História
Rodrigo Denúbila | Lazuli Studio - Design e Programação
Arquivo Público Mineiro (APM) - Digitalização do Album
Marina Martins - Estagiária